Aula 1 - Pré-história e Antiguidade Oriental (4/4)

3. Egito

O clima quente e seco do Egito não era tão diferente do clima da Mesopotâmia. Todavia, as roupas egípcias, ao tempo dos faraós, eram mais sumárias do que as dos seus contemporâneos mesopotâmicos. Como roupas e complementos sempre foram, são e serão diferenciadores sociais, no Egito elas também cumpriam essa função e ganhavam a conotação de distinção de classes onde nobres e mais privilegiados se diferenciavam em opulência daqueles de classes sociais menos favorecidas materialmente e que, muitas vezes, andavam nus.

Pouca coisa mudou na indumentária egípcia no longo período de apogeu de sua cultura faraônica que durou aproximadamente 3000 anos. Essas mudanças só foram significativas quando ocorreram as invasões de outros povos em seu território, principalmente a dos romanos.

O típico traje da indumentária egípcia era o chanti, uma espécie de tanga masculina e, o kalasíris, a túnica longa que era tanto masculina quanto feminina.

A cor predominante era o branco e a base têxtil era sempre a fibra natural vegetal, especialmente o linho. Todavia, o algodão também se fazia presente. A fibra natural animal era considerada impura e com isso proibida pela religião local.

Essas roupas pareciam ser bem próximas ao corpo, porém, talvez seja o padrão estético da própria arte que dê essa característica à indumentária. Contudo, acredita-se também que essas roupas podiam ser costuradas nas laterais, dando à peça uma elasticidade e maior aproximação ao corpo.

Há também os cones de cera colocados sobre a peruca que com o calor derretiam e untavam o cabelo e a roupa, aderindo o tecido ao corpo.

Um outro hábito comum entre os egípcios era o de raspar a cabeça, visto que o piolho era uma das pragas do Egito e, por questões higiênicas, fazia-se necessário ter os cabelos raspados. O que se vê de cabeleira na iconografia da arte egípcia são perucas, comuns a um primeiro momento como proteção devido ao sol causticante e que mais tarde ganhou a conotação cerimonial e de status social. Essas perucas podiam ser de cabelo natural ou de fibras vegetais, tais como o linho e a palmeira.

Para a dignidade faraônica e sua ostentação era comum o uso do claft, pedaço de tecido amarrado sobre a cabeça e suas laterais emoldurando-lhe a face e, a barba postiça de cerâmica, visto que o pêlo do corpo, juntamente com o cabelo, era raspado.

Como adornos os egípcios usavam brincos, braceletes, colares mais simples e para os nobres, o famoso e requintado peitoral, uma espécie de enorme colar cobrindo o peito e, às vezes, também a parte superior das costas, feito de pedras e metal preciosos além do uso de contas de vidro, visto que os nativos dominavam essa técnica.

Para os pés, eram comuns sandálias tipo de dedos feitas em palha trançada para protegê-los da areia escaldante. Todavia, também era hábito andar descalço.


Procure assistir ao filme A Guerra do Fogo, produção canadense/francesa de 1981, com direção de Jean-Jacques Annaud, retrato interessante da vida nas tribos primitivas. Ganhou o Oscar de melhor figurino.