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Mercado de Trabalho

2. Tipos de Desemprego

Os tipos de desemprego são caracterizados dependendo do período em que os trabalhadores ficam afastados do trabalho, ou seja, o período entre o afastamento do antigo trabalho e a sua recolocação. Os desempregos de curto prazo, em que os trabalhadores ficam sem trabalho por algumas semanas, são caracterizados como circunstanciais. Por sua vez os desempregos que duram meses são de longo prazo e trazem enfrentamentos econômicos e psicológicos ao trabalhador, e também problemas para a economia.

Os tipos de desemprego são:

Taxa natural de desemprego: é a primeira definição dentre os tipos de desemprego, sendo a taxa normal de desemprego em torno da qual a taxa de desemprego flutua. Por sua vez o desvio da taxa de desemprego em relação à taxa natural é chamado desemprego cíclico.

Desemprego friccional ou normal: é considerado como períodos de desemprego relativamente curtos os quais o trabalhador aproveita para fazer cursos de aperfeiçoamento em tempo de se recolocar com a nova qualificação profissional. Resulta do processo de combinar trabalhadores com empregados, quando a informação entre oferta e demanda torna-se simétrica para ambas as partes, ou seja, os trabalhadores ofertando e os empregados demandando se identificam por serem informados uns dos outros.

Desemprego sazonal: ocorre em certos setores da economia como a agricultura, hotelaria e comércio varejista. É limitado a certas épocas do ano por não haver oferta homogênea de emprego durante o ano inteiro. Por exemplo, o período de safra da cana-de-açúcar demanda os trabalhadores que se dispõem a trabalhar temporariamente na colheita do produto agrícola. Outro exemplo é o período de férias em locais turísticos que necessita trabalhadores especializados em receber hóspedes em hotéis e restaurantes.

Desemprego estrutural ou tecnológico: o número de empregos disponíveis no mercado de trabalho é insuficiente para dar ocupação a todas as pessoas que o desejam. Ou seja, a quantidade de mão-de-obra ofertada supera a quantidade demandada. Explica longos períodos de desemprego. Esta situação se configura em decorrência do avanço tecnológico que altera a combinação dos fatores de produção capital humano e capital físico. O aumento da mecanização e da automação gera mudanças na tecnologia de produção e também os padrões de demanda dos consumidores tornam obsoletas certas indústrias e profissões que deixam de existir e são superadas por novas.

Uma observação importante a fazermos neste momento é que a economia define o capital humano como um dos fatores de produção. Ao contarmos com a definição do desemprego estrutural, temos que se o tipo de desemprego da economia é predominantemente este, a economia do país sofre um problema perigoso: muitas pessoas compõem a PEA (excesso de oferta de trabalho) e existe a falta de oportunidade de interagirem no processo produtivo (escassez de demanda de trabalho). O resultado? Menos empregos, um problema social, e menos produção, menos valor agregado ao produto, menos renda e riqueza da economia. Fica aqui a tarefa de refletirmos especificamente sobre o problema estrutural do Brasil, que na atualidade não oferece o número adequado de ocupações mediante o número de trabalhadores que ocupam a PEA.